quinta-feira, janeiro 26, 2012

Ano novo, vida nova: organize-se!

Ano novo, vida nova. Não é assim que a gente normalmente fala? Para isso, algumas medidas tem que ser tomadas, e aí a gente começa aquelas listinhas de fim de ano. São desejos e promessas de ano novo que temos que concretizar.  

No trabalho do suíço Ursus Wehrli, um livro de fotografias chamado “The Art Of Clean Up”, ele se baseou no pensamento de que há coisas que nem os mais organizados percebem estar fora de ordem, e aí criou imagens aéreas divertidíssimas.


terça-feira, janeiro 17, 2012

BIG BROTHER BRASIL, UM PROGRAMA IMBECIL

Curtir o Pedro Bial, e sentir tanta alegria
É sinal de que você, o mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal, é preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo, u
m programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo, visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar, vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro, q
ue está em formação
E precisa evoluir ,através da Educação
Mas se torna um refém, iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão, lá está toda a família
Longe da realidade, onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente, desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial. Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador, dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis, essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe, querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis e merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar pra manter e te educar
Com esforço especial.

M
uitos já se sentem mal com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes se enchem de calafrio
Porque quando você fala, a sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil, carente de educação
Precisa de gente grande para dar boa lição
Mas você na rede Globo. faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal, nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada e trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco, paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade neste momento atual
Se preocupa com a crise econômica e social
Você precisa entender que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo, vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza, a malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética, em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética, nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente é um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo “professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo é injetar o banal
Deseducando o Brasil nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança, educação e atitude
Porém a mediocridade unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento de pessoas confinadas
Num espaço luxuoso curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina a gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo é de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente, refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção (Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial, um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor: Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos, que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo. Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim desse Big Brother vil
Que em nada contribui para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade: Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor, que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso esses milhões desejados
Que são ligações diárias, bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB, Vendendo só porcaria
Enganando muita gente que logo se contagia
Com tanta futilidade, um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade e apelo sexual.
Não somos só futebol, baixaria e carnaval.
Queremos Educação e também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos, poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim, alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco, reaja à força do mal…
Eleve o seu coração, tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

Autor: Antonio Barreto

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Chegou o verão!

Verão também é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura e muita gordura, pouco trabalho e muita micose.
Verão é picolé de Kisuco no palito reciclado, é milho cozido na água da torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca.
Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no tênis.
Mas o principal ponto do verão é... A praia!
Ah, como é bela a praia.
Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção.
Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias.
Os jovens de jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a prancha pra abrir a cabeça dos banhistas.
O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão chegando.
Muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa, toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de férias.
Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados e prontos pra enterrar a avó na areia.
E as crianças? Ah, que gracinhas! Os bebês chorando de desidratação, as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os adolescentes ouvindo música enquanto dormem.
As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho afogado e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o outro pé do chinelo.
Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, como furar a areia pra fincar o cabo do guarda-sol.
É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficar em pé.
Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da maravilha que é entrar no mar!
Aquela água tão cristalina, que dá para ver os cardumes de latinha de cerveja no fundo.
Aquela sensação de boiar na salmoura como um pepino em conserva.
Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a periquita cheia de areia, vem àquela vontade de fritar na chapa.
A gente abre a esteira velha, com o cheiro de velório de bode, bota o chapéu, os óculos escuros e puxa um ronco bacaninha.
Isso é paz, isso é amor, isso é o absurdo do calor!!!!!
Mas, claro, tudo tem seu lado bom.
E à noite o sol vai embora.
Todo mundo volta pra casa tostado e vermelho como mortadela, toma banho e deixa o sabonete cheio de areia pro próximo.
O shampoo acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer coisa, desde creme de barbear até desinfetante de privada.
As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa da praia oferece.
Aí, uma bela macarronada pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede pra adquirir um bom torcicolo e ralar as costas queimadas.
O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briga em família.
Todo mundo vai dormir bêbado e emburrado, babando na fronha e torcendo, pra que na manhã seguinte, faça aquele sol e todo mundo possa se encontrar no mesmo inferno tropical...

 
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