Começo dos anos 90. Eu, muito pequena ainda, aguardava pela chegada do Papai Noel desde o final de Novembro. Lembrava dos anos anteriores e esperava ansiosamente pela repetição do momento mágico, o ponto alto da noite de Natal: durante a ceia na casa dos avós, todos à mesa, um leve sininho tocava. Aos pulos, corríamos para a varanda na expectativa de flagrar Papai Noel saindo sorrateiramente, mas desistíamos da idéia ao verificar que ao lado dos sapatinhos que havíamos deixado, encontravam-se os presentes que havíamos pedidos nas cartinhas. (Ta, nem sempre, pq éramos crianças e não tínhamos noção dos preços das coisas).
Lembro que durante o mês de Dezembro inteirinho, eu colocava minha sapatilha de balé na janela, e sempre pedia um pônei, uma bicicleta, uma roupa de princesa... e no dia seguinte aparecia umooonte de chocolates! Até que um dia eu vi meus pais colocando os doces nos sapatinhos... Eu deveria ter fingido até hoje que não tinha visto! Pelo menos, eu iria ganhar meus presentes.
A dinâmica da noite de Natal era sempre a mesma, uma rotina doce e conhecida, o que me fez acreditar que cada família deveria criar suas próprias tradições em datas especiais e mantê-las no decorrer dos anos.

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