terça-feira, outubro 18, 2011

O ângulo certo.

A vida é engraçada se você for pensar com calma nela. Tantas coisas que acontecem, umas como você quer, outras que você odiaria que acontecessem e aconteceram... Tudo gira em torno de alguma coisa, que todos nós procuramos descobrir.
Mas muitas vezes, nos passamos despercebidos por detalhes que fariam toda a diferença. Que por um minuto de desatenção, não vemos, e que se estivéssemos visto, tudo iria ser diferente.
Detalhes que por orgulho, submissão, falta de otimismo ou desatenção mesmo, deixamos para trás.
Porém, tantas coisas fazemos. Mudamos a vida de tantas pessoas, e essas pessoas mudam tanto nossa vida... Fazemos brincadeiras, tomamos decisões difíceis, corremos atrás, desistimos de tudo... E no fim, nos perguntamos se tudo vale à pena.
Digo-lhe que, sim, tudo isso vale a pena!
Digo por mim, não consigo me imaginar fazendo outras coisas, além das que faço. Não consigo ser eu mesma sem fazer o que fiz, sem os erros e acertos que vivi... Experiências mudam a vida de qualquer pessoa. A minha talvez jamais fosse a mesma, se tudo que vivi não tivesse acontecido!
Erros não são boas lembranças, sei disso! Mas o que aprendemos com eles, ninguém jamais poderia nos ensinar. Tudo depende da forma como vemos tudo o que já passamos.
Procure o melhor ângulo das experiências que você já viveu, e use-as para viver as novas. O que você não pôde aproveitar esqueça! Não se pode mudar o que já passou.
A vida é feita de momentos, sejam eles bons ou ruins. Todavia, ache o ângulo certo que tudo se tornará perfeito!

domingo, setembro 18, 2011

Os palavrões não nasceram por acaso.

São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas Pra caralho, o Sol é quente Pra caralho, o universo é antigo Pra caralho, eu gosto de cerveja Pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não" o substituem. "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Guns n Roses.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma! . O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepne", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o- pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o- pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cú!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cú!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cú!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda- se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!.
Grosseiro, mas profundo... Pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. "Nem fodendo..."

Luis Fernando Veríssimo.

domingo, junho 19, 2011

Estamos com fome de amor

Uma vez Renato Russo disse: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Assino embaixo sem dúvida alguma. Pensando bem, os sinais estão batendo em nossas caras todos os dias.
Baladas recheadas de garotas (bonitas até), com roupas cada vez mais minúsculas e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros, que estudaram, trabalharam, que alcançaram sucesso profissional e: sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, e isso é sério por que eu já vi! São os "personal dance", por incrível que pareça. E não é só sexo não! Se fosse, era resolvido fácilmente.
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão apenas dormir abraçados... Sabe, essas coisas simples que perdemos nesses anos de uma evolução cega.
A maioria das pessoas estão desesperadas por não saber como voltar a "sentir" isso, só isso! Algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Não, eu não estou infeliz solteira, muito pelo contrário! Para chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, brega.
OI GENTE! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, mas e daí? Seja ridículo, não seja frustrado! "Pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo para ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.
Mais aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois. (Estou muito brega!)
Um ditado diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada. O que realmente não dá, é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida". /filosofei, bjos.
Antes idiota que infeliz!

domingo, abril 03, 2011

Dando um tempo na teoria

Outro dia saí com uma amiga que tinha me dado uma missão de não deixá-la telefonar para o ex. Eles tinham acabado de terminar, os dois sabiam que essa era a melhor coisa a fazer, mas enfim, a gente sabe bem como opera essa lógica (ou falta de lógica) de fim de namoro. Passamos o dia juntas e pelo menos até a noite, fui bem-sucedida na minha missão. Só que no outro dia, a minha amiga confessou que tinha ligado pra ele um pouco antes de dormir. É claro que eu disse um enorme “O quê? Como você pôde?” e todas as outras coisas típicas de Rafaela, ela disse que sabia que ligar era incoerente com o que ela queria (terminar), mas mesmo assim queria ligar. Isso já faz umas semanas, e até onde eu sei, foi a última vez que eles se falaram. Fiquei pensando: às vezes a gente sabe exatamente o que fazer, mas escolhe fazer justamente o contrário.
Tem hora que apesar de saber tudo na teoria, não temos ou não queremos ter força para agir de acordo com ela (ai vêm aqueles cinco segundos que refletimos e ai sim temos consciência total do que fizemos). Mas tem hora que fazemos isso “conscientemente”, como a minha amiga. Sabemos que juramos beber só nos finais de semana, mas você foi ao bar da faculdade durante a semana. Sabemos que o melhor a fazer para passar naquela prova é estudar todos os dias (na teoria pelo menos), mas hoje está tão bom ficar no sofá assistindo seriados. Sabemos que fulana é uma amiga super falsa, mas é tão legal conversar com ela. Enfim, sabemos de muitas coisas e vivemos abrindo mão delas, nem que seja por alguns momentos. Mas quer saber? Ainda bem!
Às vezes, mesmo sendo capazes de colocar tudo isso em prática, damos uma folga para essa sabedoria toda e descansamos um pouco. Não somos robozinhos. Qual o problema em se permitir algumas rebeldias de vez em quando? A gente esquece e aprende a mesma coisa várias vezes, e em alguns casos nem se pode falar que a gente esqueceu. Lembramos muito bem, mas resolvemos desobedecer.
Medir a pior consequência que a sua escolha pode ter, nesse tipo de situação parece um bom parâmetro para decidir enfiar o pé jaca, feliz e contente. E recomeçar no dia seguinte.

domingo, fevereiro 13, 2011

Sextas, Sábados e Domingos...

Essa nossa mania de sempre ficar pensando no futuro e esquecer de viver o presente...
É lógico que temos que tomar atitudes pensando nas conseqüências, mas isso não significa que temos que fazer todo o tempo! Muitas vezes (quase sempre) ficamos ansiosos porque amanhã terá aquela festa que você está esperando o mês inteiro, ou aquela balada, ou qualquer coisa que seja.
Um ótimo exemplo disse é as Sextas. Podemos estar condenados, trabalhando em baixo de um sol de 40ºC, mas estamos comemorando porque é Sexta e amanhã é Sábado! É o dia que os bares estão lotados, todo mundo bebendo, felizes. Pode reparar, que no Sábado é só alegria também, mas nem tanto como as Sextas! Sabe por que? Porque o dia seguinte do Sábado é o Domingo. E todo mundo odeia o Domingo. E por que odiamos o Domingo? Porque como eu disse aqui, a gente está sempre pensando no futuro, e sabemos que o dia seguinte do Domingo é a Segunda-feira.
Como assim vocês ficam felizes na Sexta-feira trabalhando, e tristes no Domingo descansando?
Domingos são legais. É aquele dia que você pode fazer o que bem entender. Dormir o dia inteiro, ficar assistindo seriados, passear no parque... enfim. Eu realmente não entendo o motivo de tanto ódio dos Domingos. A única explicação mesmo é que o dia seguinte é a Segunda-feira.
Uma dica para você, que odeio Domingos: Pare de pensar no futuro e viva o presente.
Essa frase é velha, mas encaixa direitinho nessa situação.

 
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