Dia desses, uma amiga estava reclamando do namorado dela. Que ela não sabia se o amava mais, que ele tinha virado um chato etc. A dúvida era: terminar ou não? Até aí, tudo bem. Esses desabafos pé-término estão super-inclusos no pacote amigos. Mas aí ela soltou a seguinte frase:
"Se eu não tivesse ido àquele churrasco, eu nunca teria conhecido meu namorado e não estaria nessa situação agora".
Ai, ai. Acabou que desencanamos de falar sobre o namoro dela e passamos a discutir sobre esse se. Eu sou contra e, até onde eu sabia, ela também.
Explico. Sou contra divagações do tipo: "E se eu não tivesse saído aquele dia?", "E se eu tivesse nascido em outra família?" etc. Bem, às vezes a gente se pergunta esse tipo de coisas mesmo. Mas por três segundos e pronto, sabe. O problema é entrar nessas perguntas e não sair mais.
Uma vez que você toma uma decisão – ou tomam por você, no caso de te darem um pé na bunda, por exemplo - , sua vida passa a seguir aquele rumo. Uma versão sua, vivendo naquela outra direção – em que o namoro continua, por exemplo – não existe. Desencana. Afinal, vamos ser práticas: não existem dimensões paralelas na vida. Quer dizer, pode até ser que exista, em filmes de ficção científica e nos cálculos de alguns físicos por aí. Mas não fazem muita diferença no nosso dia-a-dia, de modo que a gente vive como se elas não existissem, certo? Além disso, nunca gostei muito de ficção científica, e física era minha pior matéria no colégio.
Sem contar que você nunca sabe o que teria acontecido se você não tivesse ido àquela festa, se você não tivesse ido à cada da sua tia, se você não tivesse comido mexerica no café - da - manhã. NUNCA. Você só conhece a sua vida como ela é, com as decisões que você tomou e tomaram por você. Podemos ficar tentadas a falar coisas como “eu seria muito mais feliz hoje se tivesse nascido com a cara e o corpo da fulana” ou “tudo estaria certo na minha vida hoje se eu não tivesse brigado com minha amiga sete aos atrás”. Mas o caso é que simplesmente não tem como saber se isso é verdade. Se não tem como saber, para que especular a respeito?
Certo, especular pode ser muito divertido. Se não fosse, a gente não falaria sobre ETs, vida após a morte e vários outros assuntos dinâmicos e interessantes. Eu, pelo menos, adoro levantar mil hipóteses sobre esses temas. Também gosto de imaginar situações hipotéticas, como diálogos que não acontecem, situações que não ocorreram e tal. O problema é ficar remoendo situações passadas, em vez de tentar agir no presente. Culpar atos seus que não podem mais ser alterados. Sabe aquela coisa de “ai, por que eu saí de casa, por quê?”. Tipo, você saiu de casa. Trabalhemos nesta dimensão agora. Eu sei, estou sendo muito prática. Mas veja bem: no terceiro parágrafo, eu disse “Vamos ser práticas...” Não enganei você!
"Se eu não tivesse ido àquele churrasco, eu nunca teria conhecido meu namorado e não estaria nessa situação agora".
Ai, ai. Acabou que desencanamos de falar sobre o namoro dela e passamos a discutir sobre esse se. Eu sou contra e, até onde eu sabia, ela também.
Explico. Sou contra divagações do tipo: "E se eu não tivesse saído aquele dia?", "E se eu tivesse nascido em outra família?" etc. Bem, às vezes a gente se pergunta esse tipo de coisas mesmo. Mas por três segundos e pronto, sabe. O problema é entrar nessas perguntas e não sair mais.
Uma vez que você toma uma decisão – ou tomam por você, no caso de te darem um pé na bunda, por exemplo - , sua vida passa a seguir aquele rumo. Uma versão sua, vivendo naquela outra direção – em que o namoro continua, por exemplo – não existe. Desencana. Afinal, vamos ser práticas: não existem dimensões paralelas na vida. Quer dizer, pode até ser que exista, em filmes de ficção científica e nos cálculos de alguns físicos por aí. Mas não fazem muita diferença no nosso dia-a-dia, de modo que a gente vive como se elas não existissem, certo? Além disso, nunca gostei muito de ficção científica, e física era minha pior matéria no colégio.
Sem contar que você nunca sabe o que teria acontecido se você não tivesse ido àquela festa, se você não tivesse ido à cada da sua tia, se você não tivesse comido mexerica no café - da - manhã. NUNCA. Você só conhece a sua vida como ela é, com as decisões que você tomou e tomaram por você. Podemos ficar tentadas a falar coisas como “eu seria muito mais feliz hoje se tivesse nascido com a cara e o corpo da fulana” ou “tudo estaria certo na minha vida hoje se eu não tivesse brigado com minha amiga sete aos atrás”. Mas o caso é que simplesmente não tem como saber se isso é verdade. Se não tem como saber, para que especular a respeito?
Certo, especular pode ser muito divertido. Se não fosse, a gente não falaria sobre ETs, vida após a morte e vários outros assuntos dinâmicos e interessantes. Eu, pelo menos, adoro levantar mil hipóteses sobre esses temas. Também gosto de imaginar situações hipotéticas, como diálogos que não acontecem, situações que não ocorreram e tal. O problema é ficar remoendo situações passadas, em vez de tentar agir no presente. Culpar atos seus que não podem mais ser alterados. Sabe aquela coisa de “ai, por que eu saí de casa, por quê?”. Tipo, você saiu de casa. Trabalhemos nesta dimensão agora. Eu sei, estou sendo muito prática. Mas veja bem: no terceiro parágrafo, eu disse “Vamos ser práticas...” Não enganei você!

1 Comentários:
Já diria o sábio: "Se minha mãe tivesse colhões seria meu pai."
100+ 8)
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