sábado, abril 25, 2009

Eu falo dicífil

Em 1949, Millôr Fernandes lançou o livro “Tempo e contratempo”, sob pseudônimo de Emannuel Vão Gôgo. Numa das crônicas deste livro, chamada “Provérbios prolixizados”, Millôr reescreveu de forma erudita dez ditados populares.
Achei muito legal a idéia de Millôr.

De unidade de cereal em unidade de cereal, a ave de crista carnuda e asas curtas e largas da família das galináceas abarrota a bolsa que existe nessa espécie por uma dilatação do esôfago e na qual os alimentos permanecem algum tempo antes de passarem à moela
De grão em grão, a galinha enche o papo.

A substância insípida, inodora e incolor que já se foi não é mais capaz de comunicar movimento ao engenho de triturar cereais
Águas passadas não movem moinhos

Gostei tanto disso que resolvi pesquisar no Google para ver se outros provérbios já tinham sido prolixizados. Encontrei apenas uns:

Orifício circular corrugado, localizado na região inferior lombar de um cidadão em alto estado etílico, deixa de estar em consonância conforme os ditames vigentes na sociedade e conforme as leis de propriedade vigente
Cu de bêbado não tem dono

Sequer considerar a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais
Nem que a vaca tussa

1 Comentários:

Phreddie disse...

Colóquio para acalentar bovinos é clássica também :P


100+ 8)

 
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